Crónica Do Natal Caipira accords par
Rolando Boldrin
Rolando Boldrin

N/A
Tonalité : E minor
Verse 1
Em
Em
G
G
Eu não gosto de vencer,
Em
Em
papai noé
B
B
Também não gosto desse seu
Em
Em
pa pe
Am
Am
De vender ilusão pra tarde burguesia
G
G
Em
Em
E
E
G
G
Se os menino pobre da cidade
Em
Em
G
G
Soubesse o desprezo que você tem
E
E
Pelos humilde, pela humildade
Em
Em
G
G
e eu acho que eles jogavam pedra
Am
Am
em su a fantasia.
G
G
Am
Am
Em
Em
Talvez você nem se a lembra mais.
Am
Am
G
G
Eu cresci, me tornei rapaz,
Am
Am
sem nunca me esquecer
daquilo que passou.
E
E
Am
Am
Eu lhe escrevi um bie te
pedindo meu presente.
G
G
Am
Am
A noite inteira eu esperei contente.
G
G
B
B
Chegou o sor, mas você não chegou.
Am
Am
G
G
B
B
Di as depois, meu pobre pai,
Em
Em
B
B
cansado,
Am
Am
me trouxe um trenzinho velho, enferrujado,
E
E
e me punhou assim na minha mão,
Am
Am
G
G
F#
F#
e me olhando baixinho, me falou,
E
E
Am
Am
Toma, é pra vc,
foi papai noé que mandou.
E vi quando ele a disfarçou
Em
Em
umas lá grimas com a mão.
Am
Am
G
G
Eu, alegre e inocente, nesse caso,
C
C
Am
Am
pensei que o meu biete,
embora com atraso,
E
E
Am
Am
tinha chegado em suas mãos
G
G
no fim do mês.
E
E
Limpei ele bem limpado, dei corda,
Am
Am
Em
Em
E
E
o trem partiu, deu muitas voltas,
Am
Am
meu pai então se riu
E
E
e me abraçou pela última vez.
Am
Am
O resto,
E
E
eu só pude compreender
quando cresci e comecei a ver as
coisas com a realidade.
Am
Am
Um dia meu pai chegou assim,
E
E
com quem tá com medo,
Am
Am
e falou pra mim, me dá aqui aquele seu brinquedo,
G
G
E
E
dá aqui, vou trocar por outro na cidade.
Am
Am
Então, eu entreguei pra
E
E
ele meu trenzinho,
Em
Em
E
E
quase assaluçado.
Em
Em
Am
Am
E como quem não quer
G
G
abandonar um mimo,
Am
Am
B
B
um mi mo que lhe deu quem lhe quer bem,
Am
Am
B
B
eu supliquei medroso,
Am
Am
ó pai, eu só tenho ele.
G
G
Am
Am
Eu não quero outro brinquedo,
eu quero aquele.
E
E
B
B
E
E
Por favor, pai, não vá levar meu trem.
Em
Em
E
E
Meu pai calou -se
Am
Am
e pelo seu rosto vei o descendo
uma lágrima
E
E
Am
Am
que até hoje, creio,
B
B
E
E
tão pura e santa assim,
só Deus chorou. Ele saiu correndo,
bateu a porta,
assim como um doido varrido.
Minha mãe gritou pra ele, José!
Am
Am
Ele nem deu ouvido, foi -se embora
E
E
Em
Em
e nunca mais voltou.
Am
Am
Você, Papai Noé,
B
B
E
E
G
G
você me transformou num homem
B
B
E
E
Em
Em
que hoje a infância arruinou.
Am
Am
E
E
Am
Am
Sem pai e sem brinquedo,
E
E
afinal, dos meus presentes não há um que sobre
Am
Am
da riqueza do menino pobre
que sonha o ano inteiro
E
E
Em
Em
com a noite de Natal.
Am
Am
G
G
Meu pobre pai, coitado,
E
E
mar vestido,
pra não me ver naquele dia desiludido,
G
G
pagou bem caro a minha ilusão.
E
E
Num gesto nobre,
humano e decisivo,
ele foi longe demais
E
E
pra me trazer aquele lenitivo.
E
E
Tinha roubado aquele trem
G
G
do filho do patrão.
Quando ele sumiu,
pensei que tinha viajado.
Am
Am
E
E
No entanto,
minha mãe, depois de eu grande,
Am
Am
E
E
me contou em pranto
que ele foi preso, coitado,
e transformado em réu.
Ninguém para absorver meu
G
G
pai se atrevia.
E
E
Ele foi definhando na cadeia,
Am
Am
até que um dia Deus entrou na sua cela
E
E
e libertou ele pro céu.
Em
Em
G
G
Obrigado.

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